No Dia Internacional da Mulher, a Federação Internacional de Xadrez (FIDE), em colaboração com sua Comissão Mulheres no Xadrez (WOM) e a Universidade de Queensland, anunciou a aguardada segunda edição do Índice de Igualdade de Gênero no Xadrez (GECI) 2026. O relatório, que abrange 119 federações mundiais, revela um progresso significativo e abrangente na participação, performance e desenvolvimento feminino no esporte desde sua primeira edição em 2023.

Além do Tabuleiro
O GECI, uma ferramenta estratégica vital para promover a igualdade de gênero no xadrez, avalia as federações com base em três pilares fundamentais: Participação (percentual de jogadoras), Performance (nível de rating feminino em relação ao masculino) e Progresso (representação feminina em campeonatos juvenis). Utilizando uma média geométrica, o índice atribui uma pontuação de 0 a 100, com atualizações bienais para monitorar a evolução contínua da participação feminina no xadrez. A edição de 2026 destaca uma melhoria generalizada, com as pontuações médias crescendo em todas as regiões. A África lidera com 67.6 pontos, seguida pela Ásia (64.5), Américas (63.1) e Europa (56.7), evidenciando um esforço global coordenado para impulsionar o xadrez feminino. Destaque para a inclusão de 17 novas federações no relatório, como China, Turcomenistão e Trinidad e Tobago, ampliando ainda mais a abrangência da análise e o impacto do índice. No ranking individual, a Mongólia mantém sua posição de liderança com 89.26 pontos, seguida por Sri Lanka (86.99) e Uganda (84.62), demonstrando um compromisso sólido com a equidade no cenário do xadrez global. As maiores ascensões foram observadas nos Emirados Árabes Unidos, que saltaram notáveis 73 posições para o 4º lugar, e nas Maldivas, que subiram 50 posições para a 13ª. Essas trajetórias de sucesso não são acidentais, mas sim o resultado de estratégias bem-sucedidas e iniciativas transformadoras focadas na igualdade de gênero no xadrez.
O relatório aprofunda-se em casos inspiradores que ilustram diferentes abordagens para fortalecer a participação feminina. A ascensão meteórica dos Emirados Árabes Unidos foi impulsionada pela coordenação institucional entre a federação, ministérios governamentais e o comitê olímpico nacional, que implementaram a inclusão obrigatória de meninas em todas as delegações de campeonatos juvenis. Nas Maldivas, a associação de xadrez não só igualou as premiações entre as categorias feminina e aberta, mas também lançou o projeto ‘Checkmate Geography’ para estender o treinamento e o acesso ao esporte a seu arquipélago de mais de mil ilhas remotas, democratizando o xadrez feminino. Em Sri Lanka, a história inspiradora da família Wijesuriya, liderada por Suneetha Wijesuriya, dez vezes Campeã Nacional Feminina, que, sem recursos para um tabuleiro, desenhou um no chão com giz, ilustra como o desenvolvimento de base e a paixão genuína podem construir uma cultura nacional vibrante no xadrez. Essas narrativas sublinham que a igualdade de gênero no xadrez transcende a política; é uma questão profundamente humana, com decisões que efetivamente mudam o jogo e empoderam mulheres e meninas em todo o mundo, garantindo um futuro mais inclusivo para o esporte. Para uma análise completa dos dados e das histórias, o relatório integral está disponível em https://doi.org/10.14264/9ec1c7e.
“Você não pode melhorar o que não mede. As histórias neste relatório nos lembram que a igualdade de gênero no xadrez não é apenas uma questão de política, mas uma questão humana, com decisões que transformam o jogo e a vida.”
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