ECU Bate de Frente com FIDE: Crise de Credibilidade no Xadrez

ECU Statement on IOC policy and FIDE General Assembly Outcome

A União Europeia de Xadrez (ECU) expressou publicamente seu profundo descontentamento com a recente Assembleia Geral da Federação Internacional de Xadrez (FIDE), realizada online em 14 de dezembro. Em um comunicado contundente, a entidade denunciou falhas processuais e resultados que, segundo ela, ignoram as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI), especialmente no que tange à participação de equipes russas e bielorrussas em competições internacionais de xadrez.

Além do Tabuleiro

A ECU não poupou críticas à condução da Assembleia Geral da FIDE, destacando o que classificou como “abusos de processo”. Um dos pontos mais polêmicos foi a votação secreta para a readmissão de equipes russas, um procedimento que levantou sérias questões sobre a transparência e a legitimidade das decisões. A federação europeia lamentou, ainda, que uma moção crucial proposta pela Federação Inglesa de Xadrez, membro da ECU, que visava alinhar as políticas da FIDE às recomendações atualizadas do COI, não tenha sequer sido permitida para debate ou votação.

A confusão se instalou com a aprovação de duas moções contraditórias relativas à Rússia e Bielorrússia, deixando os delegados incertos sobre qual delas prevaleceria. Notavelmente, nenhuma das propostas conseguiu o apoio de sequer um terço das federações-membro da FIDE, o que sublinha a falta de consenso e a fragilidade das decisões tomadas. As resoluções publicadas pela FIDE (https://www.fide.com/fide-general-assembly-decisions-regarding-russia-and-belarus/) estão em clara oposição às diretrizes e recomendações do COI, conforme reiterado pelo Comitê Olímpico pouco antes do congresso e confirmado em seu site oficial (https://www.olympics.com/ioc/news/olympic-summit-reaffirms-athletes-fundamental-rights-to-access-sport-without-political-interference).

Essa divergência não é meramente burocrática; ela afeta diretamente a integridade e a credibilidade do xadrez no cenário esportivo global. A postura da FIDE levou cinco federações membros da ECU (Ucrânia, Noruega, Estônia, Inglaterra e Alemanha) a iniciar procedimentos no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), com um caso contínuo apresentado pela Ucrânia, evidenciando a gravidade das repercussões. O cenário de bastidores revela uma profunda divisão e uma luta por princípios éticos e de governança que transcendem os tabuleiros.

Diante desse impasse, a ECU reafirmou seu compromisso com os princípios olímpicos. Em uma decisão unilateral, a federação anunciou que seguirá a política do COI, permitindo a readmissão de atletas e equipes juvenis bielorrussas (menores de 18 anos) em competições da categoria. Já os jogadores bielorrussos adultos (maiores de 18 anos) terão o direito de participar em competições individuais, mas sob uma bandeira neutra da FIDE. Além disso, em um gesto de solidariedade, a ECU se comprometeu a fornecer suporte técnico e financeiro à Federação Ucraniana de Xadrez, reconhecendo os desafios multifacetados que a entidade enfrenta, incluindo a violação de sua jurisdição esportiva territorial, e auxiliando no desenvolvimento contínuo do xadrez no país.

“Lamentamos profundamente a condução e os resultados da Assembleia Geral da FIDE. Houve abusos processuais claros, especialmente na votação sobre equipes russas, que contradizem as diretrizes do COI e colocam em xeque a integridade do esporte.”

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O conteúdo foi gerado com IA e pode conter erros

Fonte: European Chess Union

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